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sábado, 8 de dezembro de 2012

ABC da Pesca - Chumbadas

Na nossa matéria anterior, o ABC da Pesca abordou os tipos de linha para pesca e, hoje, falaremos um pouco sobre os chumbos ou como a maioria conhece, chumbadas.

Popularmente conhecidas as chumbadas tem como função auxiliar os arremessos contrabalanceando o peso para que se consiga arremessar onde se quer ,além, de manter a linha esticada e proporcionar maior velocidade nos lançamentos. 

Por ser um metal venenoso sua utilização de forma excessiva pode contaminar as água de forma a interferir no meio ambiente e prejudicar a natureza, portanto, já existem outros tipos de materiais que possuem a mesma função. 
Mas, como a maioria dos pescadores utilizam este sistema, falaremos um pouco sobre os tipos de chumbada.

No mercado estão disponíveis vários formatos de chumbo com pesos diferentes onde, cada um tem uma finalidade diferente.
Em locais que possuam fundos arenosos as chumbadas são úteis para manter a linha esticada e no lugar que se pretende. Dependendo da correnteza e das ondas estes chumbos podem vir com hastes de fixação. 

Já nos locais que são caracterizados por rochas as chumbadas precisam ter um formato que não enrosque com facilidade ou que possam ser facilmente desprendidas de possíveis enroscos. 

Quanto a pesca embarcada, as chumbadas precisam ser longas para que quando entrem em contato com a água gerem menor resistência para que afundem mais rapidamente e para que ao serem retiradas não "pulem" da água de forma perigosa. 

Para quem costuma ou pretende pescar com qualquer tipo de bóia, as chumbadas são aliadas e servem como um peso ou pêndulo, ancorando a bóia em determinado lugar. 

Formatos:

Oliva : Talvez a mais utilizada pelos pescadores. Possui baixo atrito entre a água e o ar, não são indicadas para lugares com correnteza já que saem rolando com a força dela. São muito boas em locais com fundos rochosos ou arenosos pois não enroscam com facilidade. 

Gota: Possuem a mesma indicação que a chumbada de oliva, podendo ser utilizada nas mesmas situações. 

Gota Quadrada: Excelente utilização com terrenos arenosos ou rochosos e com pouco atrito com o ar e a água. 

Pirâmide: Indicada para locais que possuam correnteza porém com mais atrito em relação à água e o ar. Podem enroscar em locais com rochas. 

Pirâmide Côncava: Basicamente com as mesmas qualidades e restrições da pirâmide normal. 

Pirâmide Triângulo: Boa para locais com correnteza e fundos de areia. Não indicadas para locais com rocha. Exercem menos atrito com o ar e a água se comparadas as demais pirâmides. 

Bomba: Não indicadas para correntezas porém ótimas em terrenos arenosos e rochosos, com puco atrito com ar e água. 

Bomba com Alça: Baixo atrito com água e ar, não aconselhável para correntezas e terrenos rochosos,porém, boa com fundos de areia. 

Bomba com Garras: Excelente para correntezas pois se fixam em determinado local. Exercem baixa resistência com o ar e a água e não indicada em rochas. 

Torpedo: Ideais para locais arenosos e não em correnteza e rochas. Baixo atrito com água e ar. 

Além destes formatos, podem ser encontradas no mercado, chumbadas com forma de carambola, amêndoa, pião, com argola, sem argola, enfim, são infinitas as possibilidades de chumbo. Por isso, a priori, cabe ao pescador saber escolher o chumbo de acordo com a vara e o local da pescaria.

Dica: É preciso ficar atento na hora da utilização das chumbadas para que o peso escolhido esteja dentro dos parâmetros de fabricação da vara de pesca. Se o peso por ventura for maior poderá ocorrer a quebra de seu equipamento, portanto, cuidado e observe os dados contidos na haste antes do arremesso.

Lembramos que é necessário cuidado na hora dos arremessos com chumbada para que não ocorra nenhum acidente. Confira a colocação e fique atento ao redor para verificar se não machucará ninguém ao lançar a linha.

Gostou da nossa matéria? Então aproveite e deixe seu comentário.

Não percam, na próxima semana tem mais ABC da Pesca.


sábado, 1 de dezembro de 2012

ABC da Pesca - Tipos de linha

Na matéria anterior do ABC da Pesca, falamos sobre as principais diferenças entre molinetes e carretilhas e agora falaremos um pouco sobre linhas de pesca.

De forma geral, as linhas de pesca têm evoluído conforme o passar do tempo independente do material que são constituídas. 
A tecnologia se tornou aliada na fabricação e transforma as linhas cada vez mais resistentes e funcionais.

É fundamental que se utilize a linha certa de acordo com o material que se tem, para que ela não se rompa ou dificulte a fisgada daquele belo exemplar.

Por isso, vamos ver agora quais os tipos de linhas que existem no mercado e suas indicações. 

Monofilamento: Como o próprio nome diz, este tipo de linha é constituída por um único fio de nylon 100% poliamida. São as mais antigas linhas de pesca no mercado, mas, nem por isso, deixam a desejar, já que com o passar do tempo, muitas evoluções foram feitas e hoje pode se encontrar este tipo de linha em diversas espessuras e especificações, possibilitando ao pescador vastas escolhas. Seu custo costuma ser mais barato em relação as demais linhas. Possui diversas opções de diâmetro. De forma geral não é tão fina se comparada às chamadas multifilamento o que na teoria impossibilita que se coloque tanta linha no carretel. Historicamente possuem mais elasticidade e tem mais abrasividade, o que gera a chamada memória na linha (quando ela sofre deformações por ficar em espiral no carretel) o que acaba causando maior desgaste e resistência. Este tipo de linha possui elasticidade que pode variar entre 15% a 30%. 

Fluorcarbono: Este tipo de linha está dentro das monofilamentos por também serem constituídas por um único fio. O fluorcarbono é um fluoropolímero termoplástico não reagente. Produto de alta tecnologia com alta resistência a solventes, ácidos, e calor. Com ela é possível assimilar a luz o que deixa a linha praticamente invisível na água. Tem como característica a resistência à abrasão podendo ser usada em locais com pedras, galhos e locais com muitos enroscos, além da possibilidade de manter sua força mesmo quando molhada, já que não absorve água. Comumente usadas para confecção de líderes. Tem maior durabilidade e dificilmente perdem o brilho ou ressecam.

Multifilamento: É um tipo de linha composta por vários fios entrelaçados de fibras sintéticas Dyneema ou Spectra. São fios cuidadosamente fundidos e trançados durante a fabricação. As multifilamentos oferecem ao pescador alta resistência e menor espessura em relação às linhas monofilamentos. Possuem maior durabilidade tendo memória quase nula o que é revertido em sensibilidade na pescaria. Seus pontos positivos são inúmeros, dentre eles, a força e a facilidade na hora de arremessos. Quanto aos pontos negativos desta linha, está a dificuldade em fazer nó e o extremo cuidado na hora do manuseio, uma vez que elas são finas e podem cortar com facilidade. 

Cuidados com as linhas:
As linhas são afetadas por vários fatores externos, temperatura, sal, raios do sol, entre outros. Uma linha em condições deficientes fará com que a captura abaixo do limite de peso suportado pela linha, acabe por rompê-la. Um dos processos mais utilizados para aumentar a vida útil das linhas, é lavá-las muito bem após cada pescaria, mantendo a linha submersa durante várias horas em água doce sem detergentes, lubrificantes ou qualquer tipo de reagente.

Continue atento ao nosso ABC da pesca, semana que vem tem mais.

Sabe mais alguma coisa sobre linhas? Então deixe seu comentário abaixo.


sábado, 24 de novembro de 2012

ABC da Pesca - Molinetes e Carretilhas

Na nossa matéria anterior tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre os tipos de iscas artificiais, descobrimos para que servem e como utilizá-las. Hoje veremos quais as vantagens e desvantagens de utilizar molinetes e/ou carretilhas..

Molinetes (Spinning reel)

  • Ideais para principiantes por ser de fácil manuseio e manutenção. 
  • Não produzem arremessos tão certeiros quanto os produzidos pelas carretilhas 
  • Seu sistema não permite que ao lançar a linha o carretel gire em conjunto. O que gira é apenas o guia-fio. Isto impede as cabeleiras (quando a linha enrosca e embaralha) 
  • Imprescindível que a linha seja colocada no carretel no mesmo sentido que a bobina vai girar caso contrário à linha enrolará em seu próprio eixo formando nós. 
  • Seu uso é aconselhável para pescarias com iscas leves 
  • Pela própria posição que o molinete fica posicionado em relação à vara, a linha ao sair do carretel acaba gerando mais atrito com os passadores, pois, não sai de forma reta e sim em espiral. 
  • Podem ser utilizados em locais onde o vento é forte 
  • Normalmente a manivela que recolhe a linha pode ser posta tanto do lado direito quanto do lado esquerdo. 
  • Seu uso requer o auxílio das duas mãos, uma vez que, enquanto uma girará o carretel a outra segurará a linha para o arremesso. 
  • Não há a necessidade de travar o carretel não momento em que a linha é lançada na água. 
  • Para pescarias com iscas artificiais em que se devem produzir efeitos com a ponta da vara seu uso acaba dificultando por não ser tão preciso. 
Existem vários tipos de molinetes, de diversos modelos e tamanhos. Ao escolher um molinete, o pescador deve levar em conta diversos fatores, como o calibre da linha, a força da correnteza onde se vai pescar, o tamanho da vara de pesca, tipo de chumbada, tipo de peixe que se pretende pescar, entre outros fatores.

Carretilhas (Baitcasting reel)

  •  Necessário que o pescador possua um pouco mais de técnica e precisão na hora dos arremessos. Isto porque sua regulagem não é tão simples como a de um molinete. 
  •  Com a técnica certa seus arremessos serão certeiros 
  •  Pela posição de saída da linha e da colocação da carretilha em relação à vara, seu uso gera menos atrito em relação aos passadores, uma vez que a linha sai reta. 
  • Não é aconselhável em pescarias com vento forte. 
  •  Requer controle em relação à saída da linha 
  • A imperícia na hora do arremesso pode gerar cabeleiras 
  • Muita utilizada em pescarias com iscas artificiais uma vez que permitem maior controle nas ações e pela própria posição na haste da vara. 
  • Possuem maior poder de tração comparada ao molinete. 
  • É mais ágil na hora do recolhimento da linha já que ao contrário do molinete não há a necessidade de esperar que a linha de uma volta completa no carretel. 
  • Por possuir um botão no lugar da argola do molinete que serve para travar e destravar a saída da linha no carretel são mais ágeis e práticas. 
  • Não aconselhável para pescarias com iscas de peso médio inferior a 10 ou 12 gramas por necessitarem de uma maior tração para girar o carretel. 
  • A chamada memória da linha, que são os chamados picotes onde a linha fica marcada, dificilmente ocorrem nas carretilhas 

Existem diversos tipos e modelos, alguns, destinados a pesca marítima embarcada, dotados de marcadores mecânicos e até computadorizados. São divididas basicamente em dois estilos de acordo com o seu desenho. As carretilhas de perfil mais baixo possuem capacidade de arremesso geralmente inferior as carretilhas de perfil alto.

Lembramos que este é apenas um apanhado geral para que possam sanar dúvidas básicas a respeito de pescaria e equipamentos.

Não percam na nossa próxima matéria tipos de linha de pesca.

Você está gostando da nossa série ABC da  pesca? Deixe seu comentário ou sugestão no espaço abaixo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ABC da Pesca - Falando sobre iscas.

Vimos na nossa reportagem anterior, a importância dos famosos passadores da vara de pesca e, agora, veremos a importância de utilizar a isca certa.
É fundamental para o sucesso da pescaria que se tenha na tralha diversos tipos de iscas levando em consideração o peixe que se pretende fisgar. Por isso hoje falaremos um pouco de cada uma e para que servem. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ABC da pesca - Passadores da vara

Como vimos na nossa matéria anterior, as varas de pesca são dividas em várias partes e uma delas, tão importante quanto às demais, é o passador.

sábado, 10 de novembro de 2012

ABC da pesca - Partes da vara.


No nosso ABC da pesca da semana passada vimos como solicitar a emissão da licença de pesca e nessa nova matéria começaremos a falar sobre equipamentos. Começaremos com nossa tão querida vara de pesca.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ABC da pesca - Licença de Pesca

Salve Salve Pescadores!
Na semana passada demos início ao nosso ABC da pesca, um lugar reservado em nosso site onde você poderá saber tudo sobre pesca. Nossa primeira matéria falou sobre a diferença entre pesca amadora e pesca esportiva e, hoje falaremos sobre a licença de pesca.
Para praticar a pesca de forma regular é necessário que se tenha uma licença. Este documento independe de qual lugar se deseja pescar, podendo ser pesqueiros, rios, mares, lagos ou manguezais. Caso você não tenha a documentação exigida para esta atividade, estará sujeito uma multa que pode variar de 500,00 a 2.000,00 reais (art. 21 Lei 9.605/98).
Esta licença é emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pode ser solicitada através do site do próprio órgão http://www.mpa.gov.br. Michelle Cavalcanti, nossa querida apresentadora, fez um vídeo mostrando o passo a passo para esta emissão. Assistam e vejam como é simples.


E na próxima semana, vamos saber quais as partes de uma vara de pesca.
Aguardem!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ABC da pesca - Pesca Amadora e Pesca Esportiva


Olá Pescadores,

A partir de agora o site Pesca Alternativa traz para vocês uma maneira simples de entender alguns conceitos e temas sobre este esporte amado por tantos, e que muitos passarão a amar.

Neste link você poderá tirar dúvidas básicas e simples sobre pescaria, tipos de materiais e de como utilizá-los da melhor maneira.

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